Nem toda tela de projeção reproduz a luz da mesma maneira.
No mercado existem diferentes tipos de superfícies, desenvolvidas para necessidades específicas. Há telas brancas de diferentes ganhos, superfícies de alto ganho que aumentam o brilho, muito utilizadas em projetores de baixo lumens, materiais de baixo ganho, como telas cinzas de alto contraste, normalmente indicadas para projetores melhores, e também soluções com características ópticas direcionais, como telas ALR para rejeição de luz ambiente, utilizadas em locais onde não é possível controlar a luz do ambiente. Cada uma modifica, em maior ou menor grau, a forma como a luz do projetor é refletida para o espectador.
O ganho é apenas uma parte dessa equação. A textura da superfície, a distribuição da luz, a uniformidade, a reprodução de cores e o comportamento fora do eixo também interferem diretamente no resultado final.
Na J&H, escolhemos um caminho diferente: uma superfície branco neutro com ganho 1.0.
Um ganho 1.0 significa, em termos práticos, que a superfície busca refletir a luz de maneira próxima ao comportamento de uma referência neutra, sem utilizar ganho elevado como recurso para concentrar artificialmente a luminosidade em determinadas direções.
Essa escolha tem um motivo simples: a tela não deve competir com a imagem. Mas como assim, competir?
A tela deve permitir que o projetor faça seu trabalho e que o espectador perceba a imagem com o mínimo possível de interferência introduzida pela superfície. Para entendermos melhor, vamos comparar isso com a filosofia encontrada no áudio de alta fidelidade.
Um sistema Hi-Fi não é projetado para fazer a música parecer mais grave, mais brilhante ou mais "impactante" artificialmente. O objetivo é reproduzir o sinal com fidelidade, preservando suas características originais. E mesmo que você não seja um audiófilo (entusiasta do som dedicado a buscar a reprodução de áudio em alta-fidelidade, priorizando a qualidade da gravação original acima da conveniência), com certeza perceberá muita diferença ao ouvir uma música de qualidade, em um fone de ouvido ou monitor de áudio de referência.
Na imagem, seguimos o mesmo princípio.
Não buscamos uma tela que transforme a imagem. Buscamos uma tela que permita que a imagem seja reproduzida da forma mais fiel possível. Por exemplo, uma tela de alto contraste cinza, vai aumentar o contraste percebido, mas também vai alterar a fidelidade de cores da masterização original do filme ou vídeo, e isso é inevitável. Já uma tela com alto ganho de brilho, poderá aumentar o brilho percebido em ambientes claros, mas por consequência, também irá afetar a imagem negativamente, deixando os tons de pretos com aparência lavada (perca de profundidade). Muito em breve teremos alguns vídeos para efeitos de comparação bem interessantes em nosso canal do YouTube.
Portanto, a tela também faz parte do sistema, assim como projetor, processamento, fonte e ambiente, formando uma única cadeia.
Uma excelente fonte conectada a um projetor bem calibrado ainda precisa de uma superfície capaz de apresentar essa informação de maneira consistente. Por isso, na J&H, o desenvolvimento considera não apenas o material óptico, mas também uniformidade, textura, comportamento da luz, tensão, estabilidade estrutural e geometria do quadro.
Você pode pensar que a superfície é apenas uma parte do resultado, e que até uma parede branca pode receber projeção — mas a tela é justamente a parte que recebe toda a informação luminosa e a transforma na imagem que finalmente chega aos seus olhos.
Por isso, nossa escolha pelo branco neutro com ganho 1.0 não é uma limitação. É uma decisão de projeto.
Assim como no áudio de alta fidelidade, acreditamos que o melhor resultado não é aquele que adiciona personalidade ao sinal. É aquele que interfere o mínimo possível naquilo que foi originalmente criado.
A J&H Film Screen prioriza a “Neutralidade antes de efeitos.”
